O Magico

Sinceramente não há muito o que falar sobre essa animação, o simples fato de ser dos mesmos criadores de Bicicletas de Belleville já o torna um atrativo natural, mantendo o estilo retrô, arte nouveau e os traços bem peculiares, essa animação é primorosa, cada cena parece ter sido pintada com a maior dedicação parecendo quadros na tela, a ausência de dialogos passa facilmente despercebida. A história no entanto é um pouco mais obscura em relação a Bicicletas, um mágico sem grande reputação que faz apresentações sem prestigio algum, se envolve com coadjuvantes inusitados, mas as presepadas de seu amigo escocês bêbado ainda garantem algumas risadas. O Mágico é simplesmente deslumbrante, para adultos, para crianças, para todos!

Taxidermia

Não seria exagero nenhum dizer que Taxidermia é o filme mais surreal que eu já vi até hoje! Deixo inicialmente alertado que é cinema totalmente fora dos padrões hollywoodianos (o filme foi rodado na França), se é cinema de arte também pode ser questionável, ao meu ver, sim é, porque é daqueles filmes que nos fazem refletir quando sobem as legendas finais. Com cenários, personagens e situações que extremam o bizarro, o filme divide-se em três gerações que não se interagem diretamente, e algumas cenas podem causar até certa náusea, como a do cara transando com um porco abatido por exemplo, tudo isso pode parecer apelativo mas diante do contexto geral, Taxidermia nos faz refletir sobre muitas questões de nossa vã existência..


trailer

O Mundo imaginario do Dr. Parnassus

Resenhar sobre esse filme não é tarefa fácil, não só pela grandeza da história e da produção mas sobretudo por ser o último filme do notável Heath Ledger (O Coringa), filme ao qual ele nem terminou as filmagens. O diretor é Terry Gilliam, comediante de Monty Python, diretor do alucinogeno Medo e Delirio, em um cenário absolutamente onirico e ao mesmo tempo contemporâneo o filme conta as desventuras de uma trupe de teatro liderada pelo misterioso Dr. Parnassus. Contar mais detalhes aqui vai acabar por não valer a pena, o que vale realmente enfatizar é a linha totalmente diferenciada de se fazer cinema que se nota nesta pelicula, aliando tecnologia, teatro e um roteiro primoroso. Também é muito legal a substituição de Ledger por nada mais nada menos que Johnny Depp, Collin Farrell e Jude Law, praticamente uma homenagem, em alguns instantes parece ser de fato o próprio Ledger estar em cena.


Dead Snow

Meus amigos! confesso-lhes que fui um tanto surpreendido neste filme, beleza que é só mais um filme de zumbis, da bagatela que já foram feitos e certamente serão feitos (assim esperamos). Mas Dead Snow com todos os clichês manjados deste tipo de assunto, bem como jovens descolados que vão acampar no meio do nada, tripas, sangues, correria e bla bla, tem alguns elementos que tornam o filme muito divertido e irreverente dentro da temática, a começar pelos zumbis: não bastam serem irracionais, feiosos e sedentos por sangue, em Dead Snow os mesmos são nazistas! O que os tornam sem dúvidas mais odiosos e horripilantes. O outro elemento, talvez o mais legal, é a forma como a trama se desenrola, no começo é tudo muito tenso e em algumas partes finais o clima também é pesado tanto que faz parecer um filme sereno mas, o diretor trata com um humor negro a história que você fica entre o riso e o espanto, diante das situações que beiram o cômico e o asqueroso! Pra quem curte o genêro recomendadíssimo! E vale a ressalva que o filme é norueguês, pra quem se encheu de zumbis de Hollywood.


Easy Rider

Alguns filmes de época costumam não chamar muito a atenção da nossa geração acostumada com efeitos especiais mirabolantes produzidos rotineiramente por Hollywood, e é o meu caso muitas vezes, no entanto, Easy Rider é aquele filme que com certeza evoca aquela vontade de ser livre de toda essa merda que vivemos na sociedade, pegar uma Harley Davidson e sair por ai sem rumo algum, por mais inconsequente que seja essa idéia. O filme é um clássico e a trilha sonora consagrada do grupo Stepenwolf com Born to be wild ajuda na consagração, o roteiro parece ter sido escrito a medida que as cenas iam se desenrolando. O destaque sem dúvidas vai pra atuação de Jack Nicholson, um alcólatra chapado que a dupla de bikers encontra pelo caminho, juntos seguem a viagem. Vale pelo clássico e pela "viagem".

Terráqueos

O genêro Documentário normalmente já nos vem a cabeça como aquele filme chato, maçante, e claro, depende muito do nosso interesse pelo assunto. Terráqueos (Earthlings) é um documentário que como todos os outros, a principio pode parecer chato, no entanto o tema é muito complicado e delicado, sem contar no que você vê no decorrer dele realmente choca. Com narração do ator Joaquin Phoenix (Johnny e June) , trilha sonora de Moby (dois adeptos do vegetarianismo) o documentário traz à tona como a cultura do ser humano se desenvolveu sem sequer se preocupar com qualquer ética aos demais bichos que compõe esta cadeia tão desequilibrada que vivemos no Planeta Terra, são mostrados de métodos de abate à experimentos cientificos, nos quais os seres vivos irracionais são tratados como meros objetos de consumo e experimentação, quando muitas vezes de luxo, caso dos casacos de pele, sem qualquer preocupação em aliviar a dor, quanto mais a vida destes. Não quero ser puritano e ecologicamente correto aqui mas, esse documentário me fez refletir muito sobre esta tal cultura ao qual mencionei, desde que o vi, simplesmente repensei a forma de ver o cachorro vira-lata que revira o lixo da rua, até os açougues repletos de gados recortados, imaginando-os a forma como foram sacrificados. Se você jamais alugaria filmes de morte com seres-humanos, este pode ser muito mais cruel, mas talvez seja interessante assisti-lo e refletir sobre o assunto.


Entrevista com o Vampiro

E essa onda de filmes de vampiros como Crepusculo, Lua Nova e blabla, que como o critico Christian Peterman (que eu aprecio muito o trabalho) disse em umas das suas participações no programa do Roni Von, filmes feitos para adolescentes recém desvirginadas cheio de galãzinhos pré-selecionados, com alto potencial lucrativo, não vou criticar sem antes ter assistido, mas de longe já se nota o marketing da coisa. Aqui eu vos dou uma dica de um filme cheio de galãs (critério para as mulheres) e um dos melhores no genêro caninos afiados. Entrevista com o Vampiro, conta com Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas e aquela moça ruiva do Homem Aranha ainda bem nova e demoniaca por sinal. Mesclando atualidade com medieval, o filme é a narrativa em forma de entrevista do vampiro Louis (Pitt) contando suas histórias e desavenças com o seu "mestre" Lestat (Cruise). Filme muito bem produzido que certamente deveria ser assistido por essas adolescentes capitalistas, bem como Nosferatu, Dracula e outros do genêro. Tenho dito.


Boyz N' the Hoood

Esse filme retrata de forma bem proxima a realidade, os guetos do sul de Los Angeles,mais precisamente de um grupo de jovens negros, o filme a principio parece apenas mostrar a violência que existe entre as gangues e facções que vivem em meio a sociedade, diante de uma verdadeira guerra, fato que acontecia rotineiramente na decada de 80 e começo de 90 no sul de Los Angeles, jovens sendo baleados na porta de suas casas. Mas o filme tem uma mensagem muito mais além, mostrado na relação entre pai e filho, Cuba Goodin Jr. (um dos poucos bons filmes dele) como filho, e Laurence Fishburne, o pai, e esse certamente é o idealista do filme, onde ele demonstra que mais do que a guerra que os negros enfrentam contra a segregação no país, eles estão em guerra consigo mesmos, matando uns aos outros, e ainda indica que é exatamente isso que o sistema quer.


Ghost World

Esse filme eu peguei emprestado com um amigo, e até hoje não devolvi (hehe), é daqueles filmes que você vê em liquidações de supermercado, e muitas vezes nem te chamam tanta atenção. Ghost World é uma adaptação dos quadrinhos de Daniel Clowes, eu não cheguei a ler nada do autor mas, a obra parece bem interessante, o filme trata das crises existenciais de uma jovem, Enid (Thora Birch) e sua melhor amiga Rebbeca (Scarlet Johansson) que passam a maior parte do tempo, quando não estão na escola, matando o tédio, observando os outros cidadãos, imaginando coisas sobre as pessoas. Mais do que isso o filme trata da famosa crise existencial que todos passamos quando estamos dando conta das responsabilidades que nos chamam naturalmente e o dificil envolvimento com as pessoas. Cheio de personagens bem exóticos e uma trama bem irreverente, o filme apesar de um ar meio depressivo, tem uma mensagem muito reflexiva.


Batman (1989)

O super-herói que mais parece se adequar no que diz respeito as telonas, Batman é sem dúvidas sinônimo de sucesso quando adaptado para o cinema, apesar de algumas adaptações bem duvidosas e marcantes, seja em Batman & Robin contra o congelado Governador da Califórnia, seja com o Coringa mais psicopata já realizado e interpretado, pelo falecido Heather Ledger. Aqui eu vos indico, apesar de certamente já assistido pela maioria, o primeiro Batman de 1989, dirigido por Tim Burton, os personagens ficaram extremamente caricatos é verdade, o Batman de Michael Keaton ficou aquela coisa sedutor-galã mas, meio sonsa do Bruce Wayne, o destaque mesmo ficou para Jack Nicholson como o Coringa, ficou simplesmente perfeito, psicopatia pura, quem lê o gibi certamente sabe do que eu estou falando. Então tai a primeira resenha de filme de super-herói do Peliculando.


O Libertino

O Libertino é a história do Conde de Rochester, um boêmio poeta que causou muita controvérsia no século dezessete, interpretado por Johnny Depp. Beberrão e mulherengo, o personagem alem de poeta é convocado pelo rei a escrever uma peça teatral que exaltasse a realeza. Como é de se imaginar o resultado final não poderia ser menos polêmico, o Conde faz uma sátira ridicularizando toda a nobreza com figurinos e personagens que são genitálias, um texto totalmente explicito. O filme além de contar com Johnny Depp e John Malcovich, vale pela veracidade da história, que demonstra a nós, independente da época, sempre haverá alguém que se defronte com a ordem e os preceitos morais de uma sociedade.


Antes do Pôr-do-Sol

Quem é que nunca viveu uma paixão, um amor nunca correspondido, acho que todo ser-humano já passou por isso, Antes do Pôr-do-Sol tem esse enredo, a proposta do filme é interessante porque na verdade é uma continuação de Antes do Amanhecer, o mesmo casal (os mesmos atores) se reencontram após 9 anos contando o que andaram fazendo em suas vidas após esse período, e claro as surpresas são muitas, o que torna o filme mais interessante é que ele não possui cortes, é um dialogo só. Antes do Pôr-do-Sol me trouxe algumas respostas sobre certos assuntos.


Valsa com Bashir

Quantos filmes sobre guerras já não foram feitos, os mais conhecidos são sobre a segunda guerra, certamente pela dimensão desta, mas guerra é guerra, e por mais que os seres "humanos" acreditem que possa haver um vitorioso na batalha, ninguém sai ganhando. Valsa com Bashir trata de uma guerra não muito conhecida a nós, e mais do que o conflito ele retrata as memórias de um ex-soldado sobre uma verdadeira chacina ocorrida no Líbano, o filme vale sobretudo pela animação muito bem produzida, com uma técnica mista de 2d e 3d, que dão um efeito muito foda mas, claro principalmente, e infelizemente por mostrar a ignorância humana a que ponto pode chegar, o final realmente choca.


O Leitor

O Leitor a princípio parece um drama romântico, cuja a questão e o climax parecem ser simples, no entanto a história toma uma reviravolta bem mais complexa. Um jovem rapaz estudante se envolve com uma mulher (Kate Winslet) que trabalha nos correios, bem mais velha que ele, diante dos acontecimentos os dois desenvolvem uma relação bem íntima através da leitura que o jovem sempre faz a mulher interessada pelos livros clássicos. A trama e o drama se desencadeiam quando após alguns meses de envolvimento, a mulher simplesmente vai embora sem deixar noticias. E se eu explicar aqui, o filme vai acabar parecendo chato, é melhor você mesmo conferir, O Leitor vale pela bela história intensa, e muito pela interpretação que rendeu o oscar de melhor atriz a Kate Winslet.


As Bicicletas de Bellevile

São infindáveis os filmes de animação que são lançados, a cada ano surgem no mercado da indústira cinematografica, bichinhos, carros e objetos falantes, sempre uma história muito bonitinha. Bicicletas de Belleville talvez não seja diferente mas, sinceramente é uma das melhores animações que já vi até hoje. É uma história cativante, sobre uma vózinha muito dedicada que mora ao sul da França, vê em seu neto gordinho, um grande talento para o ciclismo, a partir dai ela o prepara para a famosa Volta da França de ciclismo. O garoto cresce e então é chegado o dia da competição, um grupo de gângsters rapta o neto da vóvó que o acompanhava, e então ela começa a busca pelo neto com seu cachorro obeso. O que a vóvó é capaz de fazer e o porque do sequestro, só assistindo ao filme melhor do humor fica por conta do trio de cantoras aposentadas que a vóvó acaba por conhecer em Paris. Belo filme.


Abril Despedaçado

Antes de mais nada, só queria deixar claro que minha intenção aqui não é "pagar" de crítico de cinema nem nada do tipo, é só minha humilde opinião de filmes que assisti e indico a quem não assistiu ou mesmo quem já viu para eventualmente discutirmos os mesmos. O cinema nacional muitas vezes é sonso, produções com os famosos "globais" que não fedem nem cheiram, verdadeiras novelas filmadas em 8mm, mas muitas vezes ele nos surpreende, Abril Despedaçado dos renomados Walter Salles e Rodrigo Santoro, mostram um Brasil bem atípico da efervescência degradante de Cidade de Deus e Tropa de Elite, um sertão bem longíquo onde famílias brigam por uma tradição sem muito sentido, uma camisa estirada ao varal suja de sangue evoca uma guerra sem um vencedor certo. O enredo é esse, os destaques ficam para as atuações e a bela fotografia.


Cadillac Records

Acho que não seria exagero dizer que esse filme mostra aonde deu inicio a história do rockn'roll, afinal de contas as guitarras começaram a ficar pesadas e rápidas a partir desta época retratada brilhantemente em Cadillac Records. A história da gravadora que revelou nada mais nada menos que Muddy Waters, Little Walter, Etta James e Chuck Berry, dentre outros astros do blues de Chicago, mostra a relação do dono da gravadora Leonard Chess (Adrien Brody de O Pianista) com os músicos que ele ia revelando ano após ano, e na realidade o nome da gravadora era Chess Record a analogia do título é que o primeiro cachê pago aos músicos era um Cadillac zerado. O mais interessante do filme é que os atores não dublaram as canções originais, eles mesmos interpretaram os clássicos, e vale muito a pena ver a bela Beyonce cantando músicas de Etta James, não preciso dar mais razões para assistir, preciso ?

Party Monster

Quem é que não se lembra de Macaulay Culckin ? O menininho travesso de Esqueceram de mim reprisado infinitamente na Globo, agora voltou a tona na midia após a morte de Michael Jackson por suas ligações com o astro, pois é o menininho cresceu e é o protagonista deste filme bem intenso, Party Monster é a história do surgimento do movimento clubber, cyber-punk no final da década de 80 em Nova Iorque, através do olhar de Michael Alig interpretado por Macaulay. Aliado as baladas noturnas que ocorriam em qualquer ambiente da cidade, fosse no McDonald's, fosse em um vagão do metrô, muita droga, alcool e fantasias no minimo irreverentes, não dá pra negar a influência do movimento nas raízes das drag queens, é uma fantasia mais bizarra que a outra, de fato o lado cômico da história. Mas nem tudo é festa, a história mostra bem a depressão do protagonista pelo seu constante afundamento nas drogas. Filme não muito "light" mas interessante pela história do movimento, praticamente extinto nos dias de hoje.


Toxic Avenger

Pra quem achou que só ia rolar fimes "bunitinhos" e com uma moral no fim da história por aqui, se enganou, demorei mas aqui vai uma dica Trash, com T maiúsculo, se você não está perto de apreciar o genêro melhor pular o post. Toxic Avenger é sem dúvida um dos maiores concorrentes para ser o mais tosco dos filmes trash já produzidos (junte a lista Bad Taste, Os Palhaços Assassinos, Tomates Assassinos e muitos outros), a história é o maior dos clichês norte-americanos, um nerd aloprado "não come ninguém" se transforma em um terrível monstro e começa a fazer justiça com as próprias mãos, ou melhor com seu próprio esfregão, e ai tem direito a peitinhos, sangues "mingau com groselha" e por ai vai. Meus amigos, tenham coragem porque a parada é sinistra... de hilário. huaehuhe.


Ed Harris

Incrível como alguns atores se encaixam muito bem no perfil de certas personagens, alguns fazem comédia romântica, outros chefe de policia, nerd e por ai vai, mas Ed Harris nestas duas dicas de agora nos mostra como se sai muito bem na interpretação de personagens históricos, e não são quaisquer personagens, estamos falando de Beethoven e Pollock.

Os Segredos de Beethoven
O título original do filme seria Copiando Beethoven, a história de um dos maiores músicos e maestro de todos os tempos, retrata as angústias deste grande artista em criar suas composições aliada a sua surdez, e o título original revela melhor o tal segredo do músico, uma jovem aprendiz compositora, alia-se a ele como copista de suas partituras e revela-se uma talentosa música, Ana Holtz interpretada pela bela Diane Kruger ajuda o músico até mesmo na hora de reger devido a deficiência do mesmo, e o apice do filme se dá na integra apresentação da 9º Sinfonia, com a moça coordenando a regência junto a Beethoven. Belo filme, sobre um grande artista.



Pollock
Este papel já deve ter sido uma dificuldade maior para Ed Harris, apesar de Beethoven ser de forte personalidade e talvez como todo grande artista ter seus surtos de loucura, até um certo egocentrismo, Jackson Pollock também sofria de alcoolismo e em muitos momentos de depressão, um dos maiores artistas do chamado expressionismo norte-americano, tinha uma vida bem conturbada, entre o cume e o abismo da sua consagração. O filme retrata muito bem o processo criativo e as relações conturbadas de Pollock tanto com seus agenciadores como com as mulheres. Ed Harris saiu-se muito bem mais uma vez, ficou muito semelhante ao pintor. Será que ele encara mais uma personagem deste naipe ? Acho que enlouqueceria de vez, mas é sem dúvida um grande ator.


Gilbert Grape

Bom, que Johnny Depp é unânimidade já nem é mais questionável, o cara realmente é bom mas, tem muitos trabalhos dele que boa parte de seus admiradores não devem nem conhecer filmes como O Bravo, Cry Baby e Gilbert Grape, que é a nossa dica de agora, é um filme bem dramático, Gilbert (Depp) é o irmão mais velho que após a morte do pai, sustenta a família inteira, sua mãe obesa mórbida, as duas irmãs e o caçula interpretado por Leonardo di Caprio, diga-se de passagem em seu primeiro longa, e apesar da dramaticidade da coisa, a mensagem maior do filme é muito da esperança do protagonista em manter o otimismo de que as coisas tenderam a melhorar, e o subtítulo despretencioso aqui do Brasil até que não soa piegas junto a história: Aprendiz de Sonhador. É um filme de drama mas leve, e vale muito claro pela atuação de Depp e do próprio Di Caprio, que seria ótimo ator não tivesse Titanic para manchar seu curriculo mas isso é outra história.


Apocalypto

Apocalypto é o segundo filme dirigido por Mel Gibson, no primeiro ele certamente já mostrou que tinha faro para a coisa, A Paixão de Cristo chocou até mesmo o mais cético dos ateus. Em Apocalypto não é diferente, Mel Gibson deve ter feito um longo trabalho de estudo em história com sua produção, afinal de contas você realmente chega a acreditar na veracidade da história, desde os habitos e formas de se vestir das personagens até o dialeto original da região de Lucatã (Mexico) usado pelas mesmas. A história é tensa, é o tipo do filme que você não desgruda, uma pequena tribo que vive em meio a florestas, tem seu território invadido por uma outra tribo de "caçadores" por assim dizer, e a partir dai começa uma grande aventura de sobrevivência do único homem restante da tribo, denominado Garras de Jaguar, correria e mais correria, sem muitos detalhes, filme muito bem produzido e surpreendente, assista.


Perfume de Mulher

Pra quem acha que Al Pacino somente faz bem o tipo estereotipado de gângster, apesar de alguma semelhança com este carater da personagem principal em Perfume de Mullher interpretado por ele, o militar aposentado e cego está longe de ser o Poderoso Chefão que o consagrou. Perfume de Mulher ficou marcado muito pela cena clássica do tango ao qual ele demonstra como um homem deve conhecer as mulheres e saber "conduzi-las", conquista-las, mensagens que ele transmite ao seu acompanhante contratado interpretado por Chris O'donell, os dois demoram em estabelecer uma boa relação, o ex-militar além de cego é bem ranzinza e depressivo, o jovem estudante está em enrascadas na faculdade sujeito a perder a bolsa de estudos, ao final ambos aprendem um com o outro. O destaque sem dúvida é AL Pacino, até sua risada foi bem composta na personagem: Haaaa !


UP- Altas Aventuras

Acho que esse vai ser dos raros posts que colocarei de filmes que assisti no cinema, e isso há poucos instantes, e ainda mais se tratando de animação. O fato é que fui assistir a este longa animado, sem muita pretensão de encontrar além de bichinhos falantes, personagens atrapalhados e todos os demais clichês dos filmes infantis, mas Up surpreende logo de inicio ao retratar de forma rápida e clara a relação de amor e amizade entre a protagonista da história e sua mulher, um senhor destrambelhado como já pressuposto que se alia há um gordinho ainda mais atrapalhado em busca de aventuras, o enredo acaba caindo no bom clichê dos filmes infantis bichos "quase" falantes e atrapalhadas dos personagens, mas a abordagem é muito carismática e bonita, sem contar na surrealidade das cenas que o senhor carrega a própria a casa nas costas, içada por balões. Diversão e emoção certas.

O Solista

O Solista é a história baseada em fatos reais de Nathaniel Ayers, um morador de rua que desenvolveu esquizofrênia ainda quando novo, com talento surpreendente no violino, re-descoberto por um colunista de um grande jornal de Los Angeles. É uma grande história ainda mais por se tratar de fatos verídicos. A forma como o jornalista interpretado por Robert Downey Jr. aborda o morador de rua é sempre muito sensível e ao mesmo tempo concisa pois qualquer atitude mais maliciosa desperta a esquizofrênia de Nathaniel, interpretado por Jamie Foxx, que por sinal parece se dar muito bem em papéis "musicais", já que em Ray (Charles) ele foi muito bem também. É mais um filme que prova que muitas vezes Hollywood não precisa de enredos mirabolantes, a vida já o faz naturalmente.